Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Congresso Naturales Medicinae 2014

por Happy & Healthy, em 19.09.14

Este fim-de-semana, realiza-se na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, o Congresso Naturales Medicinae 2014.

 

 

 

Ligeiramente separada do centro da cidade, bem como da sua confusão habitual, esta Quinta, sempre muito bem cuidada, encontra-se envolvida numa atmosfera de paz, harmonia, e de natureza, condições que um congresso com esta temática não poderia deixar de requerir. Todos estes atributos, aliando-se à óbvia simbologia do espaço na história de Coimbra, fazem deste o local ideal para o dito evento.

 

O congresso, que abriu hoje portas, deixou água na boca da plateia, na qual me incluia. O Dr. Diogo Amorim, Diretor Clínico do Instituto de Medicina Integrativa em Coimbra, defendeu a união da medicina convencional à alternativa. Numa exposição sumária, que fez baseando-se no diagrama da Roda da Saúde, o médico explicou que a medicina integrativa é algo que vai para além da soma das duas anteriores, sendo que a responsabilidade do processo de cura é atribuido ao doente, apesar de possuir o auxilio do médico e do terapêuta. E, neste sentido, são avaliados vários aspetos da sua vida:

 

- Nutrição;

- Movimento, exercício e descanso;

- Desenvolvimento Pessoal e Profissional;

- Ambiente físico;

- Relacionamento e Comunicação;

- Conexão entre o corpo e a mente;

- Espiritualidade.

 

Todos estes pontos são fundamentais para a construção da consciência do “eu”, que ocupa o centro do ciclo - a consciência das capacidades do próprio corpo e mente. Saber quando o corpo dá os primeiros sinais e, nesse momento, pedir ajuda, evitando a evoluçao da doença, para que que os tratamentos tenham um caráter mais preventivo, que terapêutico.

 

Estes aspetos são avaliados numa consulta de medicina integrativa, que pode durar duas horas, ou mais. Mas não só. É também feita uma análise típica da medicina convencional e, se necessário, o doente é encaminhado para um tratamento hospitalar.

 

O que é necessário aqui entender é que existem doenças para as quais as medicinas alternativas se revelam insuficientes, como em caso de AVC ou Enfarte Agudo do Miocárdio, sendo necessário confiar estes casos à medicina convencional. Contudo, em muitas destas situações, as medicinas não convencionais podem ainda auxiliar o doente no tratamento e numa fase posterior.

 

Há ainda outras situações em que a medicina alternativa é capaz de tratar ou controlar determinadas condições, podendo inclusivamente diminuir ou erradicar a dependencia medicamentosa, e inclusivamente retardar a necessidade de recorrer a tratamentos invasivos.

 

Por este motivo, o Dr. Diogo Amorim defende a Medicina Integrativa como a medicina do futuro, aquela em que as medicinas convencionais andam de mão dada com as medicinas alternativas, proporcionando a cada doente uma avaliação personalizada e o tratamento existente mais adequado.

 

E assim foi o primeiro dia do congresso. Aguardo o resto das exposições com alguma expetativa.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Follow

Instagram