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Lisboa, menina e moça

por Happy & Healthy, em 20.09.15

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No primeiro domingo pós-férias, já atolado de trabalho, a única salvação são mesmo as memórias dos belos tempos de verão.

 

Um destes fins-de-semana de Agosto passei em Lisboa, para matar saudades. A cidade tem uma luz especial e acho que, no fundo, é o que mais me atrai na capital.

 

Além disso, Lisboa é muito viva e é fácil perdermo-nos com tantas atrações. Por isso, mantenho o meu roteiro habitual, com alguns desvios, de quando em quando, para ver algumas atualizações mais recentes.

 

O meu ponto de partida é o Jardim de São Pedro, simplesmente porque é revigorante começar o dia com uma vista tão poderosa. Daí, desço até à Rua do Alecrim para tomar o pequeno-almoço no Quinoa (infelizmente, desta vez, apanhei-os fechados).

  

Com o estômago aconchegado, subo um pouco para descer novamente, desta vez pelo Chiado, saudando à passagem o Dr. Fernando Pessoa, que gosta sempre de beber o seu cafezinho n'A Brasileira, enquanto aguarda por mais uma tertúlia literária. Depois, atravesso a Rua Augusta, ao som dos incríveis talentos de rua que costumam marcar presença nesta emblemática artéria da cidade. E, quando chego finalmente aos muros do Terreiro do Paço, perco sempre um bom bocado, deslumbrada com o panorâmico Tejo. Uma visão saudosa.

 

Agora, conforme a vontade, tenho dois trajetos possíveis. O primeiro é caminhar em direção a Belém. Gosto de parar para almoçar no Mercado da Ribeira, apesar de ser caótico, especialmente em Agosto, que temos os turistas à perna. Desta vez, escolhi um hambúrguer de bacalhau em pão de caco divinal, que compensou todas as habilidades exploratórias requiridas para arranjar um lugar. De seguida, ora passo no CCB, ora sigo até Alcântara, onde o Lx Factory é paragem obrigatória. Um espaço carismárico, revestido de história e com uma sobredosagem de criatividade por metro quadrado. Saio de lá inspiradíssima.

 

A segunda opção é na direção oposta, no sentido Santa Apolónia, mas com destino a Alfama. Vou lá recordar a simplicidade e a fidelidade à traça portuguesa. Sente-se um bairrismo impressionante e acolhedor por entre as ruas estreitas e coloridas, onde há sempre uma porta entreaberta para uma boa noite de fados.

 

Para terminar o dia, não podia deixar de beber um copo no Bairro Alto e descer até à Rua Cor-de-Rosa, pela Pensão do Amor, um bar peculiar, que serve ótimos cocktails num ambientes burlesco. A noite acaba no Lux e só saio quando a luz me chamar. Aquela luz especial. 

   

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