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Os hospitais e as chouriças

por Happy & Healthy, em 01.12.15

Novembro foi um mês de reviravoltas e quesilhas, com Costa a entrar de rompante pela Assembleia, tal qual sopro gélido em manhã de inverno, traiçoeiro, inesperado, mas, sobretudo, inóspito. E o Manel, como bom defensor da pátria, retoma apressadamente o seu trajeto diário para o café, não vá ele apanhar uma valente gripe. Pelo menos, por ali sempre fica mais resguardado.

  

E é assim, de mão esquerda na bica, e mão direita de cigarro pendente, jura não votar nas eleições presidenciais, que, de certo, não estarão longe. Mas fá-lo com tamanha desfaçatez, que apenas quem passou e ouviu o Manel no café do Sr. Joaquim, amaldiçoando o governo que havia de vir, toda a santa tarde de 4 de Outubro (de resto, como nas últimas cinco eleições), era capaz de duvidar de tal afirmação.

   

É assim que o Manel sacode a responsabilidade, e se toca em frente. Lá vai ele a desfilar pela avenida da vida, não formoso, mas seguro, fingindo o desassossego, embora não o suficiente se desassossegar totalmente. Não o suficiente para votar. Nunca o suficiente repensar as próprias escolhas em função de terceiros.

 

A motivação não chegará para deixar de fumar, afinal que mal tem um cigarrito de vez em quando, um dos poucos prazeres que lhe resta? Nunca chegará para moderar a alimentação e muito menos para se exercitar. O Manel nunca se lembrará de que o sal de que tanto gosta é um dos responsáveis pela altíssima taxa de AVC que reside em Portugal, das mais elevadas na Europa. Já para não falar das chouriças à hora do almoço, mesmo quando o colesterol está nos píncaros. Tenham paciência, um homem não vive do ar!

 

E no final do dia, lá vai o Manel apregoar, em alto e bom som, para o café do Sr. Joaquim, porque o Serviço Nacional de Saúde está pela hora da morte, e alguém tem que dizer estas verdades. Afinal, o portuguezinho precisa de um bypass coronário e não há coração que aguente listas de espera tão infindáveis. Não há direito. Não há governo. E certamente, não há financiamento que sobreviva a tantas chouriças.

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Não sei o que faz este José Rodrigues dos Santos, que não consigo largar as linhas que escreve. Não há direito! Uma pessoa escolhe um romance para matar o tempo nas férias de verão, entre uns mergulhos e uns banhos de sol, mas mal se começa, não se consigue parar, qual mar, qual quê?

 

Fico na toalha intrigadíssima, a tentar imaginar mil e uma formas de Afonso se cruzar nos trilhos de Agnès, como se coubesse à minha pobre vontade os seus fadados destinos, provavelmente trágicos (não me contem, por favor). Desconfio que até irei deixar escapar umas lágrimas (não seria a primeira vez), e mesmo assim não paro, não há direito!

 

Um romance de época que retrata com um realismo impressionante o contraste entre as diferentes classes sociais no início do século XX, e sempre segundo a agradável fluidez literária a que o seu autor já nos habituou, impossível de largar do princípio ao fim. Pouco recomendado, para quem não se procura envolver ou emocionar, principalmente à vista dos voyeurs da praia (que vergonha!).

 

 

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Voyeurs das praias portuguesas

por Happy & Healthy, em 05.08.15

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Se há coisa que adoro, é pôr os pés na areia. Não se deve apenas à maravilhosa sensação de chegar e avistar uma azul planície, ou à memória de belos tempos de lazer e diversão, mas simplesmente ao facto de sentir os finos grãos massajarem as abundantes terminações nervosas que me preenchem a planta dos pés.

 

Contudo para ser sincera, constato sempre que qualquer praia guarda consigo um culto de voyeurismo. Vêem-se olhos a saírem dissimuladamente por entre páginas dos romances de José Rodrigues dos Santos, para observarem as curvas, os bikinis, ou mesmo as celulites (mais comuns até, hoje em dia) desfilarem pelo areal. Admiram, para rapidamente julgarem, à bom português. Mas o vulto passa e depressa outro ocupa o lugar do anterior. Há mais marés que marinheiros.

 

 

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O Wareztuga fechou as portas

por Happy & Healthy, em 03.07.15

Ainda nem estou em mim com o final deste projeto. Se tentarem aceder à página do Wareztuga, podem encontrar a seguinte mensagem:

 

"Durante estes quatro anos sempre fomos fieis à nossa identidade e hoje temos a certeza de que fomos capazes de enriquecer culturalmente os nossos utilizadores. O enorme trabalho feito por todos os integrantes da equipa, ao longo de todos estes anos, permitiu mostrar que a falta de recursos pode sempre ser resolvida com uma enorme dose de paixão, empenho e dedicação.
 
Hoje, o wareztuga.tv chega ao fim. É uma decisão extremamente difícil para todos nós, mais do que a maioria poderá sequer imaginar, mas o nosso trabalho atingiu patamares de popularidade tão altos, que se tornou absolutamente impossível continuar a lutar e a gerir um projecto de tamanha dimensão."

 

E é verdade. O wareztuga foi um projeto nacional que atingiu uma enorme adesão por parte do público português, oferecendo filmes e séries internacionais com grande qualidade, legendadas e num tempo mínimo. Tenho muita pena que não consigam mantê-lo, pois também eu me rendi aos seus encantos. Quero contudo agradecer os bons momentos que me proporcionaram. E que venham outros... depressa ;)

 

[Entretanto, para os viciados já criaram um grupo no facebook chamado "Alternativas ao Wareztuga" :P ]

 

 

 

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Este verão promete...

por Happy & Healthy, em 26.06.15

Finalmente! Estou finalmente de férias! Acho que nem acredito. Esperem só um bocadinho, vou me beliscar. Sim, parece que é verdade! Fériiiiaaaaas. E agora? Alguma sugestão?

 

O meu primeiro impulso é fazer tudo aquilo que tenho andado a adiar no último mês: Praia, claro. Um gelado bem calórico (ou um caseiro ainda melhor). Uma viagem (ou várias, quem sabe). Matar saudades dos amigos (e de vocês). Sim, atualizar o blog está na lista, assim como novos projetos, que espero que vos entusiasmem tanto como a mim (amanhã saberão mais)! E ver aquela série que tenho andado a adiar, mas que me parece brutaaal: Tyrant, já ouviram falar?

 

É a minha sugestão para este verão, pois está a começar a segunda temporada, o que quer dizer que podem ver a primeira non-stop, o que neste tipo de séries dá imenso jeito, porque é impossível esperar pelo próximo episódio. Sim, é dessas!

Fala do Médio Oriente, da sua política perturbadora. De um princípe idealista que volta, após 20 anos exilado nos EUA, com peso na consciência e com vontade de mudar Ma'am. Mais, esse personagem é representado por Adam Rayner (não posso negar que aqueles olhos azuis foram uma excelente escolha :P). Eu pessoalmente adoro esta dicotomia entre o mundo moderno e as atrocidades orientais. É um choque cultural, tão real, mas ao mesmo tempo tão distante, para nós, que estamos aqui quietinhos neste pedaço plantado à beira-mar. Depois de Homeland, não esperaria outra deste género, que me fizesse arrepiar. Mas esta fez. Fica a dica ;)

 

E agora vou só ali sentir o calor das férias, e, porque não, o azul limpo do céu (adoro o verão!), e já volto.

Até já*

 

 

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Hey! Desculpem esta ausência, mas como vos tenho dito, a época de exames não é nada fácil. ;)

Muito stress, muito tempo sentada e muitas calorias a acumularem-se. Sinto também um certo cansaço psicológico, com tanta coisa para saber, com tanto pormenor. Acho que quem está a passar (ou passou) por isto sabe do que falo, certo? ;)

Há muitas pessoas que tomam vitaminas para superarem estas alturas. Na rádio que costumo ouvir, estão constantemente a falar nisso. Mas eu prefiro soluções mais naturais. Acho que a natureza tem ao nosso dispor uma variedade tão rica, que não vale a pena recorrer a meios tão artificiais (quando não há necessidade). E foi nesta minha busca por refeições rápidas e verdes que me maravilhei com a Congee.

  
E o que é a Congee?, perguntam vocês. É um projeto que faz chegar até nós refeições vegan com base na macrobiótica, construídas por alimentos frescos e biológicos, excluindo cuidadosamente tudo o que pode trazer prejuízos ao organismo. Faz chegar, sim senhora! Por encomenda, ou mesmo vindo cozinhar cá a casa! Nem queria acreditar. Além disso, têm umas aulinhas para quem deseje saber um pouco mais. Percebem agora a minha satisfação? :)

 

Para saber mais, cliquem AQUI ou visitem o facebook AQUI.

  

 

Grão-de-Bico c/ Beterraba & Manjericão

   

Hambúrgueres de Trigo & Tofu e Grão & Millet

 

Bolo de Okara, Amêndoa & Limão

 

 

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Masturbação Feminina (o pudor mora ao lado)

por Happy & Healthy, em 10.06.15

Olá, olá! Os últimos dias têm sido muito complicados, os exames estão à porta e não há esforços a medir. Mas quis dar aqui um saltinho para vos falar deste vídeo que descobri ontem num artigo do Expresso, no qual 7 mulheres falam sobre os principais motivos que as levam a se masturbar.

 

http://3.bp.blogspot.com/-osmipLZLedc/U9zWYLyMMzI/AAAAAAAAMts/HqF0dLOytU0/s1600/mulher-pernas-masturbacao-1406829737424_615x300.jpg

 

Chamou-me a atenção por este tema ser ainda um tabu na nossa sociedade. A verdade é que, ao contrário da masculina, a masturbação feminina é "abafada" devido à noção de impureza que lhe esta associada. Talvez por não haver necessidade de sermos confrontados com esta realidade (as mulheres portuguesas são muito recatadas quanto à sua sexualidade), também não surge a necessidade de interiorizarmos diferentes perspetivas. Assim, há mesmo quem defenda convictamente que a masturbação feminina devia pertencer à extensa lista de conversas-de-casa-de-banho, pois é exatamente por esta incapacidade de adaptação da sociedade, que muitas mulheres vêm os seus desejos reprimidos, não conseguindo posteriormente desenvolver uma vida sexual normal e satisfatória.

A masturbação feminina é um processo natural e saudável (ainda que não obrigatório) de auto-descoberta sexual e deve ser aceite com essa mesma naturalidade.

 

Posto isto, sintam-se confrontados por mim e por este vídeo, sobre o qual vale a pena refletir. ;)

   

 

  

 

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O que é Natura, é bom!

por Happy & Healthy, em 07.06.15

Ando sempre à procura de snacks práticos, saudáveis e diferentes para levar para a faculdade, ou mesmo para comer em casa sem me preocupar. E por vezes não é nada fácil, vocês sabem! Por isso, fiquei super contente quando descobri a Mamã Natura, uma loja cheia de sugestões integrais, sem açúcar e biológicas. Querem melhor? Mas há melhor! A loja é online, o que para mim é um paraíso nesta época de exames, porque consigo manter as minhas escolhas saudáveis, ao longo de todo o dia, sem ter que perder muito tempo com isso.

 

Mas não fica por aqui. A Mamã Natura tem uma seleção de produtos ecológicos, veganos e inovadores noutras secções, que vão desde cosmética/higiene, a produtos de limpeza, passando por eletrodomésticos para preparar todas as refeições.

 

Além desta incrível oferta, a Mamã Natura é ainda especializada em bebés, tendo disponível tudo o que uma mãe precisa para receber, da forma mais natural, o seu pequeno.

 

Como tal, não podia deixar de vos falar desta minha recente aliada na busca por uma vida saudável. Se ficaram curiosos, descubram tudo AQUI.

 

Até Já*

 

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Stop Bullying!

por Happy & Healthy, em 05.06.15

Hoje quero-vos falar da prática de bullying que me tem assustado bastante nos últimos tempos, devido às situações de mau caráter, e até macabras, que têm vindo a público pelos media.

 

A propósito da semana dedicada às crianças, aqui no blog, queria chamar a atenção para a importância dos pais, quer na educação dos filhos, quer na sua integração e interação com o mundo em redor.

 

Eu sei que é bem mais fácil falar, mas ultimamente tenho visto n situações que me têm alertado para o facto dos miúdos estarem cada vez mais precoces e mimados. Se são tão exigentes com os próprios pais, imaginem-nos na escola, a lidar com professores e colegas. Por mais fofas que as crianças sejam, nós bem sabemos que conseguem também mostrar-se maldosas, sobretudo se tiverem donde tirar ideias. De facto, o que atualmente é um problemazinho, poderá vir a transformar-se num problemão! Por isso, há que ter a noção que dizer que 'não', muitas vezes não fecha nenhuma porta, deixando, pelo contrário, muitas janelas abertas, com vistas maravilhosas para o futuro.   

 

Como devem abordar este problema com os mais pequenos? Deixo aqui uma pequena série de imagens capaz de ilustrar uma conversa educativa sobre o respeito pela diferença.

 

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 Créditos de imagem | Sachin Parekh, Ultimate Design

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Querido, põe a trela ao menino!

por Happy & Healthy, em 01.06.15

Hoje deparei-me com uma invenção muito estranha. Tive inclusivamente que esfregar os olhos para me certificar de que não estava a ter um surto de alucinações sobrepostas. Acontece que passeava tranquilamente pelos jardins de Serralves, quando eis que reparo numa pobre criança vestida com uma espécie de trela, com que o pai a mantinha perto do seu alcance. Ó meu Deus! E pensava eu que já tinha visto de tudo, quando descobri um casal de vizinhos universitários que passeava o gato atrelado.

 

Vamos lá ver! Há animais que precisam de ser domados. E depois há outros que precisam da sua liberdade, por mínima que seja. Pensava eu que os gatos pertenciam a este segundo grupo! Quanto às crianças, talvez se ponha a questão, consoante o nível de travessura que o diabrete consiga atingir por unidade de meio minuto.

 

Prontooo, está bem, eu paro de divagar. Queridos neopais, falando agora de uma filha para uns pais (ou talvez para pais que são filhos, ou vice versa), não sabendo eu o que é isso da maternidade, e mesmo compreendendo que será difícil controlar os mais pequenos, assim como não ter distrações após várias noites mal dormidas e ainda, admitindo que este objeto deve ser bastante prático para os manter debaixo de olho, tenho de questionar: não será um pouco demais atrelarmos as nossas crianças?

 

Ela assim não cai e parte o joelho? Facto. Ela assim não se perde? Verdade. Mas não serão essas pequenas travessuras também parte da infância, parte do jogo da descoberta dos seus pequenos mundos, parte da vivência e até da preparação de cada criança para o seu futuro? Além do mais, não será também importante habituarmos os pequenos à sua liberdade incutindo-lhes a responsabilidade inerente à mesma?

 

Confesso que me faz bastante confusão esta ideia. E vocês? Há alguém com vontade de se expressar por aí? :)

 

 

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